ensaio sobre estado, religião e natureza humana

Publicado: 18/05/2012 por Christhian Beschizza em mente complexa de UruKnoT
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Olá!

Estou com vontade de escrever alguma coisa bacana. E ofensiva. Ando lendo e vendo algumas coisas pela internet e não posso evitar comentar a respeito, e geralmente não tenho para quem comentar se não um seleto grupo de amigos ou a própria pessoa que escreveu. Por isso estou buscando aqui na TOCADOMAGGOT um espaço para fazer esses meus comentários. Algo que li agora a pouco e inspira minha crítica é o texto compartilhado pelo Roger: “Uma Vida Seria Realmente Muito Pouco?

Tenho esperança que seja lá quem for que tenha escrito isso chegue a ler a minha resposta ao seu pensamento e vá, a medida do possível, entender o meu.
*DISCLAIMER: não acredito em tudo que digo nesse post.

Entendo que esse texto do Deaf Kids seja destinado a um certo público semi-educado e moderadamente reflexivo, ou pelo menos o suficiente para usar o dinheiro que ganham de forma frívola e fútil, coisa que te gera tanto desgosto. Você abomina o consumismo desse pessoal e sugere um modo de vida mais desapegado e simples. O problema é que, na prática, todos gostam de conforto e comodidade, e dinheiro é conforto e comodidade. Dinheiro é poder. E poder nunca é demais.

Seu texto abre seu processo redatorio com uma enxurrada de perguntas ao leitor. É uma forma muito eficiente de prender a atenção de um leitor que também se encontra em uma posição semelhante e tem as mesmas dúvidas. Não sei se esse público que é questionado sabe responder essas perguntas, mas felizmente (ou infelizmente) EU sei e vou mais além fazendo e respondendo as minhas próprias.

QUEM É CULPADO

O regime capitalista não é, de forma alguma, o culpado pela revolta conduzida por suas palavras. Claro que isso é uma ótima temática para letras punk e conversas de bar, mas não condiz com a realidade. Mesmo que você acredite que tenha achado o ‘defeito’ no sistema, esse defeito não é o estado e muito menos a igreja. Esses bodes-expiatórios já foram bem explorados no passado, e muito se filosofou a respeito das relações de poder de um governo encima de seu povo e o poder do povo encima do seu governo. O Príncipe, Leviatã, Manifesto Comunista… Agora, nos encontramos em outro patamar. O estado não é uma entidade intocável e opressiva que nos subjuga a existência e liberdade. Ele é um espelho da sociedade que o mantém.

A própria sociedade criou e perpetua o regime que te faz sentir dominado. E tudo isso por um único motivo: ignorância. Essa é a sua inimiga. Não são pessoas misteriosas sentadas atrás das cortinas ditando as regras na sua vida. A tendencia/tradição do povo em seguir essa anti-cultura (não ouso dizer cultura, pois na verdade é a própria negação da cultura) é que deve ser condenada. Apontar o dedo para o estado e para a igreja e atribuir-lhes a culpa de construir essa sociedade ignorante seria a atitude que eu só esperaria de alguém que se nutre com a ilusão de que o ser humano é bom em sua essência e que a sociedade é que o corrompe.


ORIGEM DA IGNORÂNCIA

A segunda parte do texto que critico já reconhece a influência da ignorância no sujeito, e inclusive chega a atribuir a culpa a igreja e ao sistema que se desenvolve ao redor dela. E INSISTE EM CULPAR A IGREJA AO INVÉS DO HOMEM QUE VAI A IGREJA.

Pois é, a igreja faz sim ‘lavagem cerebral’ em seus fiéis. Moralismo, conformidade, simplicidade… são mesmo valores cristãos. A instituição zumbifica o intelecto dos fiéis, alimentando seus questionamentos simples com respostas doces. Mas, se a igreja perpetua a ignorância e é por ignorância que as pessoas se mantém religiosas, quem é  ignorante a ponto de se converter? E por quê existem pessoas que renegam a religião e abraçam o ateísmo continuam ignorantes? A ignorância vai além da fé.

Ela não é ‘embutida’ numa criança quando ela é catequizada, ela simplesmente se deriva da incapacidade de pensar de forma lógica, coerente, concisa. E essa falta de pensamento vai acontecer independente do sujeito ser cristão, como você pode observar em outras sociedades ao redor do planeta. Fé não é um fator determinante na mensuração da ignorância de um indivíduo, como os escolásticos e os ateus espalhados pela internet comprovaram.

A partir do momento que o indivíduo passa a refletir a respeito dos problemas que enfrenta e passa a observar o mundo ao seu redor, ele começa a fazer sistematizações. Relações simples, causa e efeito, imaginação, discussão… é isso que faz com que uma pessoa se liberte. Não é a religião que impede que cada um faça isso. É a própria anti-cultura, onde o intelectual é obscurecido, complicado e distante, e o mala é tido como ídolo, um camarada que deu sorte na vida. Inversão de valores, os pais não querem que seus filhos reflitam… só querem evitar força-los a sofrer como foram quando ainda crianças, mas que tenham uma carreira profissional prolífera (conforto e comodidade, certo?). A diferença é clara. Acredito que a educação ‘das antigas’ tinha um objetivo de real formação intelectual, ao contrário da nossa atual de ‘alcançar objetivos’. Essas críticas eu deixo pra outro post, mas deixo claro que nada disso depende de forma alguma da fé.

Eu entendo o que pretende dizer com toda essa crítica a realidade criada pela igreja: o indivíduo é fruto do meio em que vive. É mesmo, na maioria das vezes. Mas o meio em que vive vai muito além dos dogmas católicos e evangélicos… isso leva em conta também a televisão, rádio, escola…

NATUREZA DO HOMEM

Muito bem! O culpado não é o capitalismo, também não é a igreja. Esses são apenas a roda em que gira o hamster. Ela não se move sozinha. O hamster é o próprio ser humano! Seu combustível é a ignorância. Fora da gaiola, o hamster não tem a roda. O hamster está livre? De certa forma. Pode correr desgovernado fora de sua jaula e é livre para ir e vir, mas em troca de quê? Quantas ameaças a sua integridade surgem agora em sua existência? O hamster precisa comer, precisa de abrigo para dormir, de segurança para sua cria e para sua própria vida. Não tem tempo ocioso, está sempre ocupado, sobrevivendo. Quem pode proteger esse pequeno hamster da traiçoeira natureza? Quem pode proteger o homem de si mesmo e de seus semelhantes? O quero dizer com isso é que o homem é fraco. Ele precisa do “sistema” da mesma forma que o “sistema” precisa dele. E ele precisa do sistema para que possa se dedicar a coisas maiores.

Você fala sobre uma sociedade (anarco)comunista. Todos ajudando todos, sem mestres e superiores. Essa utopia não é possível pela simples natureza humana. A sociedade demanda liderança e o homem demanda conforto. Quanto mais ganância, mais inveja. Superioridade é inevitável pelo simples fato que as pessoas não são iguais.

Se um jovem se apaixona pela bela mossa e essa escolhe um homem sarado e bonitão, o que você espera do jovem rejeitado? Compaixão e fraternidade? Claro que não. Ódio e inveja, isso sim. E se por acaso ele consiga seduzir a menina e é pego no ato? O que o homem maromba faria? Entenderia e perdoaria seu camarada? Claro que não. Empregaria sua superioridade física para ‘fazer justiça’. A superioridade está presente aonde quer que olhe. Uma sociedade jamais funcionará de forma estável sem liderança, não importa o quão moralmente avançada seja. E para ter liderança, é necessário que ela tenha a capacidade mediar conflitos, ‘fazer justiça’. A emoção humana dificilmente se apazígua com leis severas, imagine temperá-la com meras palavras de igualdade e ética.

Não é pelo seu desejo de uma vida simples que o sistema deva mudar. Progresso é atingido quando alguém tem a oportunidade de se devotar completamente para grandes realizações. Cultura é fruto do trabalho do homem superior, e foi nesse cenário de uma elite ociosa em que nasce a filosofia e a ciência na Grécia, tanto quanto nas outras sociedades antigas. O estudo demanda o ócio. Como eu poderia frequentar a escola se eu tenho que me preocupar com o que comer? Música, escultura, pintura, dança, literatura, cinema… As artes são movidas pelo interesse de pessoas “ociosas”. A ciência é fruto de anos de estudo e pesquisa, coisa que só se resulta com a dedicação exclusiva de um indivíduo que jamais faria o mesmo se tivesse que se preocupar com sua integridade no inverno rigoroso. A evolução humana se fundamenta na ociosidade alheia.

E onde entra a ignorância nesse papo todo? A ignorância é um divisor de águas. O ignorante trabalha, o superior fica “ocioso”. Essa é a formula que revolve o mundo. Seja aqui, na nossa sociedade capitalista do ocidente, ou nas tribos primitivas africanas, isso sempre se confirmará. E por isso é interessante que o ignorante continue ignorante. Para que o superior continue explorando seu trabalho, ocioso e produzindo conhecimento e cultura.

A diferença que temos na nossa sociedade é a seguinte: a ascensão social também é possível por mérito próprio. Difícil, embora possível. Dinheiro não é tão difícil de ser ganho. As ferramentas para que um indivíduo deixe de ser ignorante também são providenciadas pelo governo. Educação fundamental, média e superior acessíveis, projetos sociais, bolsas e a putaria a quatro. E não me venha falar que o ensino público é ruim… ruim é o aluno. E mesmo se o ensino fosse ruim (por conta da intocável entidade “sistema” que é culpada de todos os males do planeta) , isso prejudica pouco quem realmente tem o desejo de se esclarecer. O pobre continua ignorante pela própria tradição de perpetuar sua ignorância. Ainda bem! Quanto maior a base da pirâmide, mais espaço eu tenho pra subir!

Elitismo? Acha que a situação seria diferente se eu tivesse nascido em outra realidade?

Simples. Sussurra com bastante carinho e amor pra Jesus, quem sabe ele te escuta e eu resolvo ser músico…

olhe nos olhos desses indivíduos e reconheça sua superioridade eminente

comentários
  1. Dovglas disse:

    Valeu bicho! Agradeço por ter lido, questionado e feito o post com opiniões diferentes e sem ser ofensivo! Discordo de você em alguns pontos e concordo em outros, confesso que apenas me foquei mais em certos tópicos, todavia vamos dissertar isso aqui agora eehheh

    Então.. “O estado não é uma entidade intocável e opressiva que nos subjuga a existência e liberdade. Ele é um espelho da sociedade que o mantém.”

    Eu acredito sim que o Estado é uma entidade intocável e opressiva que nos subjuga a existência e liberdade, e concordo que você diz que ele é um espelho da sociedade que o mantém. Mas por que a sociedade o mantém? Porque a gente vive de acordo com tudo que nos é ditado. Todos nós temos um padrão de seguir e buscar a vida, de ‘amadurecer’, de viver em geral. Quem te ensina a fazer essas coisas? Seus pais/seus responsáveis/sociedade em geral? mas quem ensinou eles? E quem ensinou quem ensinou eles? Esse padrão de vida de estudar, trabalhar, faculdade, se orgulhar, procriar, família, busca pelo dinheiro, etc. nós é ditado não é de hoje, Eu te pergunto: se você tivesse a opção, você optaria por trabalhar? E se você tivesse a opção de trabalhar apenas com algo que você realmente gostasse e tivesse uma aptidão para o tal? Sei lá bicho, eu vejo algo de muito errado em um sistema econômico onde poucos tem muito e muitos tem pouco. E como toda pirâmide, existe muito menos espaço no topo do que na base. E se o estado não é uma entidade intocável e opressiva que nos subjuga a existência e liberdade, a polícia não responderia protestos pacíficos com algum propósito com violência bruta toda vez. Entre outros exemplos.

    “A própria sociedade criou e perpetua o regime que te faz sentir dominado. E tudo isso por um único motivo: ignorância.”

    Discordo que foi a própria sociedade que criou o regime que me faz sentir dominado, eu concordo que ela o perpetua! Regimes são criados por mentes megalomaniacas, pessoas das quais nenhum poder é o bastante para saciar suas fomes, não pela sociedade ignorante. A sociedade é ignorante porque nos ensinaram a ser ignorantes. Nos é sempre empurrado uma ilusão de uma vida que ninguém realmente necessita através da mídia em geral (e novamente, é a sociedade que “repassa” a mensagem, assim como perpetuou o ‘regime’). Somos sempre esmagados com anúncios da vida perfeita, da cozinha perfeita, do carro perfeito, da casa perfeita, da roupa perfeita, tendências, padrões, etc. Todavia, não é tão fácil assim alcançar essas coisas, o que nos ocupa por ‘bastante tempo’ a correr atrás disso tudo.

    “Apontar o dedo para o estado e para a igreja e atribuir-lhes a culpa de construir essa sociedade ignorante seria a atitude que eu só esperaria de alguém que se nutre com a ilusão de que o ser humano é bom em sua essência e que a sociedade é que o corrompe.”

    Não é bem assim, eu não me nutro com a ilusão de que o ser humano é bom por natureza, muito pelo contrário heheh todavia, a sociedade o corrompe SIM. E eu acho que da mesma maneira que fomos ensinados a ser ignorantes, ou se por um acaso, somos ignorantes por natureza, podemos aprender a nos tornar “inteligentes” também . Eu costumo conviver com pessoas e lugares que são “comunidades” onde todos se respeitam mutuamente, e dentro dessa ‘comunidade’ não existe ninguém melhor do que ninguém, não existe uma busca para isso, só existe todos trabalhando em conjunto para o feito de algo beneficente para todos envolvidos e não envolvidos. Ocupações são um bom exemplo disso, eventos DIY (faça-você-mesmo) são exemplo disso, foods not bombs, protestos, etc. Então porque isso não poderia ser ‘inserido’ na sociedade? Porque o ser humano não é bom em sua essência? Seus argumentos sobre os namorados e o rapaz sarado são muito convincentes, mas não desfocam minha visão de que se todos tivessem a oportunidade de viver em igualdade, cada um exercendo suas aptidões em benefício de TODA a comunidade, a destruição do casamento, família, etc. As coisas funcionaram de uma maneira bem mais eficiente PARA TODOS e não para uma minoria, e até mais prazerosa. Ódio, raiva, inveja são sentimentos naturais do ser humano, mas isso não impediria uma comunidade de conviver em harmonia, a partir do momento que todos possuem a mesma quantidade, na mesma qualidade, não vejo sentido para existir a inveja. Quando envolve um lance amoroso, são outros 500% heheh estamos falando de sistemas econômicos e os danos são muito maiores. Enfim, eu concordo que ‘A ignorância vai além da fé’, e talvez tenha dado uma demasiada ênfase no assunto, mas acredito que a fé é um ‘tentáculo’ da ignorância e da fraqueza do ser humano. E repito, por que não podemos nos tornar ‘inteligentes’ e ‘fortes’?

    “Superioridade é inevitável pelo simples fato que as pessoas não são iguais.”

    Certo, as pessoas não são iguais. Todavia superioridade só é inevitável porque nos foi ensinado que certas coisas/lugares/materiais/profissões/pessoas/etc são superiores às outras. Você se acha melhor que alguém porque você sabe fazer algo que o outro indivíduo não saiba? Por ter facilidade em algo que a outra pessoa não tem? É natural você buscar superioridade porque é isso que nos é passado o tempo todo, e vai te soar natural do ser humano porque mesmo que você não ensine isso para alguém, o sistema capitalista é convidativo, é sedutor.. E também devastador, funciona para uma minoria e massacra uma maioria. A vida é difícil e tediosa bicho, mas acho que ela poderia funcionar de uma maneira bem mais fácil e prazerosa.

    “A diferença que temos na nossa sociedade é a seguinte: a ascensão social também é possível por mérito próprio. Difícil, embora possível. Dinheiro não é tão difícil de ser ganho. As ferramentas para que um indivíduo deixe de ser ignorante também são providenciadas pelo governo. Educação fundamental, média e superior acessíveis, projetos sociais, bolsas e a putaria a quatro. E não me venha falar que o ensino público é ruim. Eu nem mesmo posso dizer que frequentei minhas aulas do ensino médio e não sofreria prestando vestibular pra curso de prestígio. O pobre continua ignorante pela própria tradição de perpetuar sua ignorância. Ainda bem! Quanto maior a base da pirâmide, mais espaço eu tenho pra subir!”

    Difícil, praticamente impossível. As ferramentas que são providenciadas pelo governo para que um indivíduo deixe de ser ignorante só reforça o indivíduo a se tornar um “ignorante”, ou seja, domestica o indivíduo, ensinando-o a buscar eternamente o topo da pirâmide, e que o resto é resto. ‘Você quer se tornar um mendigo?’, ‘você quer limpar chão?’, ‘você vai ter que sustentar sua família quando você se casar e ter seu filho’. Conhecimento escolar e tal nos trazem inteligência o bastante para subir na vida de acordo com a ‘vida da sociedade moderna’. O pobre continua ignorante pela própria tradição de perpetuar sua ignorância porque eles também são parte da sociedade, que é um espelho da ‘entidade intocável e opressiva que nos subjuga a existência e liberdade’. Todavia apesar de eles serem iguais a você e eu, eles estão abaixo dos seus (e meus) pés na pirâmide, o que torna suas vidas ainda mais difícil, diante da ‘eterna batalha’, certo?

    Nós não somos músicos, somos apenas pessoas que trabalham, gostam muito de música, tocam e enxergam nisso, uma oportunidade de passar idéias e propósitos para as pessoas e se divertir bastante também! Se eu tive a oportunidade de viajar bastante e conhecer pessoas maravilhosas por varios cantos do brasil e da américa latina, é porque existem pessoas que trabalham em conjunto, sem superioridade, para benefício da comunidade e das pessoas em volta, só assim conseguiram nos ajudar a realizar essas viagens, realizando um compartilhamento de informações, idéias, conhecimento, prazeres, experiências, diversões, etc. Se não fosse o DIY, eu nunca teria viajado para metade dos lugares e conhecido pessoas tão fodas como já fui e conheci. O DIY é um passo muito importante! Você pode até dizer que a gente gasta dinheiro sendo ‘músico’ e tal, o que é verdade, todavia a gente tá buscando prazer, diversão e compartilhando felicidades entre nós, não só com a banda. não estamos buscando uma ‘vida ideal’, um ‘conforto ideal’, só estamos buscando viver. sacou?

    É isso aí, qualquer coisa fala aí! (:
    abração.

    • tizil disse:

      Fala meu! Valeu a resposta. A discussão agora passa a ser filosófica e ideológica… Tanto os meus argumentos quanto os seus são sólidos e refletem maneiras diferentes de pensamento. Não há mais o que ser discutido na verdade. Sua forma de ver o mundo está clara e a minha também.
      Mas uma coisa ficou meio obscura: no final do meu texto, eu falei sobre ser músico… e pode ser que você tenha levado isso para o seu lado, e de certa forma, tenha sido ofensivo e pejorativo, denotando uma pretensão que não foi meu intuito. Toda aquela bobagem do músico ser vagabundo, que não trabalha, que música é isso e aquilo… que já foi muito sedimentado no pensamento popular.
      Na verdade, eu estava falando de mim mesmo. Eu admiro muito a forma que vocês trabalham os sons, aliados a uma estética própria e armados da ideologia que revolve em torno do pensamento do seu texto. A música é uma ferramenta que vocês tem para disseminar esse pensamento.
      Por outro lado, eu me encontro na posição acadêmica da música. Sou um observador das manifestações populares e estudioso da tradição erudita. Não é como se eu me considerasse músico por tocar alguns instrumentos… Eu fiz a escolha de estudar a música como ciência.
      Não deixei isso claro pois eu espero que todos que leiam o que escrevo me conheçam de alguma forma. Já que essa postagem em particular não tenha sido escrita para esse público, foi erro meu em fazer esse comentário infeliz.
      Por fim, valeu o debate. Qualquer outra ofensa não foi planejada.

  2. Dovglas disse:

    Concordo plenamente com o que você disse! Também acredito que não a mais o que ser discutido, a minha forma de ver o mundo ficou clara e a sua também. (:
    Quanto ao comentário de ser músico e tal, de boas também hehe como eu disse, eu achei bem legal que você postou todo esse lance sem ter sido ofensivo. Com certeza valeu sim o debate!
    Grande abraço, qualquer coisa estamos aí.

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